sexta-feira, 11 de abril de 2025

Tempo de seca

Há um silêncio que grita aqui dentro quando me pergunto o sentido de existir. Um peso sem nome, uma ausência que não dói em um lugar físico, mas corrói por dentro, devagar.  Estou num tempo de seca na alma, nada de chuva de sentimentos para regar o espírito. É a angústia de  quem olha demais para dentro. Acordar, respirar, repetir. Comer, andar, responder. E no meio de tudo isso, o vazio. Um buraco que nem todas as distrações do mundo conseguem tampar. A pergunta se arrasta: “pra quê?” E a resposta nunca chega. Como encontrar sentido em uma existência que não pediu para existir? É uma busca de sentido em um universo que não o oferece. E assim, nasce a angústia vindo tumultuar a minha fé na vida. Eu só posso contar com minha coragem para viver. Continuo, mesmo sem entender. Não existe manual. É um processo difícil e solitário. No meio do caos, resistir a esse momento, talvez seja uma forma de sentido. Estou começando esse blog hoje, com a intenção de escrever sobre meu período atual que resolvi chamar de "Estiagem". Aqui vou plantando minhas palavras e quem sabe, com o adubo da persistência, eu encontre aquilo que não sei dar o nome, mas, que procuro...