Na véspera do meu aniversário, quando cai a noite e vem o silêncio se misturar com o peso do tempo, fico me perguntando "O que fiz até aqui?". Não é apenas envelhecer, mas, encarar o passado. As conquistas me parecem tão pequenas perto das expectativas que criei. Os sonhos antigos batem à porta. É como se o tempo corresse rápido demais e minha alma não acompanha. Não quero lamentar o que foi, mas, preciso repensar o que ainda pode ser. Amanhã é meu aniversário e sinto que é muito mais do que contar anos, é uma chance de recomeçar. Não quero ficar pensando nos fracassos, tive muitas vitórias e fui me transformando no que sou hoje. A vida muda, e com ela os meus desejos também. Preciso abrir espaço para o desconhecido e me permitir outros caminhos. O meu maior presente para esse dia seria esse: coragem de sonhar de novo, mais madura e disposta a fazer diferente.
sexta-feira, 9 de maio de 2025
sexta-feira, 11 de abril de 2025
Tempo de seca
Há um silêncio que grita aqui dentro quando me pergunto o sentido de existir. Um peso sem nome, uma ausência que não dói em um lugar físico, mas corrói por dentro, devagar. Estou num tempo de seca na alma, nada de chuva de sentimentos para regar o espírito. É a angústia de quem olha demais para dentro. Acordar, respirar, repetir. Comer, andar, responder. E no meio de tudo isso, o vazio. Um buraco que nem todas as distrações do mundo conseguem tampar. A pergunta se arrasta: “pra quê?” E a resposta nunca chega. Como encontrar sentido em uma existência que não pediu para existir? É uma busca de sentido em um universo que não o oferece. E assim, nasce a angústia vindo tumultuar a minha fé na vida. Eu só posso contar com minha coragem para viver. Continuo, mesmo sem entender. Não existe manual. É um processo difícil e solitário. No meio do caos, resistir a esse momento, talvez seja uma forma de sentido. Estou começando esse blog hoje, com a intenção de escrever sobre meu período atual que resolvi chamar de "Estiagem". Aqui vou plantando minhas palavras e quem sabe, com o adubo da persistência, eu encontre aquilo que não sei dar o nome, mas, que procuro...